quinta-feira, 24 de maio de 2012

Provocada pelo texto de Roberto Lopes, " A Escola de Pintura", repensei minhas "artes" nesta "escola":

Provocada pelo texto de Roberto Lopes, " A Escola de Pintura", repensei minhas "artes" nesta "escola":


O bom de “ser um eterno aprendiz”!
por Vera Peixoto

Então, lembro que, nos primeiros tempos na “escola de pintura”, eu escolhia os pincéis mais finos, misturava pouquíssimas cores, as pinceladas eram tão sutis, quase invisíveis...  Não desejava que minha tela chamasse atenção de ninguém... Isso foi bom para mim por anos...
Depois, nem lembro o porquê, aquele meu modo de pintar não mais me satisfazia. Ousei sair da zona de conforto, fui devagarzinho atrás dos materiais menos acessíveis, as cores foram ficando fortes, as pinceladas, mais expressivas!  As cores pastéis já não eram sempre as minhas preferidas...
Estava feliz e é essa a nossa missão na “escola”, não é? Errava, borrava, experimentava, repintava, refazia e seguia em frente. A produção quase febril.  Trabalhava muito na minha tela, quase nem parava...
De repente, me descubro fazendo muitos borrões, as cores estão excessivas, as pinceladas, grosseiras...  Epa! Não há vista cansada que justifique... Tempo de parar para meditar, refletir e corrigir, não desejo borrões permanentes! Reaprender a suavizar a pincelada e a correta mistura das tintas. Não dá para voltar à sutileza dos primeiros tempos. Sei que não conseguiria por mais que tentasse, embora sejam tentadoras as lembranças daquela quase invisibilidade dos primeiros traços...
Meu estilo de pintar foi-se alterando e é irreversível. Os borrões, no entanto, é que devem dar lugar ao que desejo realmente na minha tela! A grande e maravilhosa oportunidade desta “escola” é que somos eternos aprendizes! 

Um comentário:

  1. Olá Verinha querida,
    Hoje passei novamente, para lê os seus textos,sempre tão inspiradores, como somente você, com sua facilidade de escrever belos textos.
    Estão lindos!!!
    Um beijinho carinhoso da mana,
    Cláudia

    ResponderExcluir